segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Paraíso e inferno em 24 horas.


Tão tranquila...
Até que ouço atrás da porta.
Como você fez isso?
Como pensa em me deixar?
No início pensei ser só uma conversa amigável, mas estava longe de ser.
Então percebi que as coisas estavam erradas.
Fazendo com que meu sonho virasse um pesadelo em segundos.
Não sei o que fazer.
Tento não chorar, olho para o céu, canto, me distraio.
Finjo ser mais forte do que sou.
Sempre com palavras que todos querem ouvir.
Mesmo sendo difícil achá-las.
Nessas horas penso em cada momento, seja ele bom ou ruim.
Todo abraço que eu poderia ter dado, toda cara feia sem necessidade.
Que agora só ficam na minha cabeça.
Já lhe chamei de chato mais de duas mil vezes, mas não posso pensar em ficar longe de você sem lágrimas brotarem de meus olhos.
Lágrimas tão discretas, silenciosas.
Porque as pessoas sofrem tanto quanto eu, e isso não sai da minha mente.
Elas sim precisam do meu abraço e das minhas palavras.
E eu me contento em acreditar que a carícia é recíproca.
E finjo não ser eu mesma quem diz aquele discurso de que tudo vai ficar bem.
No começo nem acreditando nele.
Então junto o choro de cada um por você e uno ao meu então, sinto a dor pingar por mim.
Cada vez mais pesada.
Num canto qualquer, sem olhar algum.
O que não dura muito porque além de silenciosa tenho que ser sucinta.
E pronta para segurar na mão de quem precise.
Capaz de ver todos em pranto, mas continuar firme.
E sem mostrar meu lamento ao mundo.
Às vezes tento ser prática e convencer a mim mesma de que tudo vai dar certo, mesmo a vida estando uma bagunça.
Porque para tudo há uma saída, não é mesmo?
Não...
Porque essa teoria e esse fingimento não significam nada sem você aqui.  
Onde você está para eu fazer do seu dia um inferno e você tornar o meu um paraíso?

Gabi Oli 11.02.2013


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