Tão tranquila...
Até que ouço atrás da porta.
Como você fez isso?
Como pensa em me deixar?
No início pensei ser só uma
conversa amigável, mas estava longe de ser.
Então percebi que as coisas estavam
erradas.
Fazendo com que meu sonho virasse
um pesadelo em segundos.
Não sei o que fazer.
Tento não chorar, olho para o
céu, canto, me distraio.
Finjo ser mais forte do que sou.
Sempre com palavras que todos
querem ouvir.
Mesmo sendo difícil achá-las.
Nessas horas penso em cada
momento, seja ele bom ou ruim.
Todo abraço que eu poderia ter
dado, toda cara feia sem necessidade.
Que agora só ficam na minha
cabeça.
Já lhe chamei de chato mais de duas
mil vezes, mas não posso pensar em ficar longe de você sem lágrimas brotarem de
meus olhos.
Lágrimas tão discretas,
silenciosas.
Porque as pessoas sofrem tanto
quanto eu, e isso não sai da minha mente.
Elas sim precisam do meu abraço e
das minhas palavras.
E eu me contento em acreditar que
a carícia é recíproca.
E finjo não ser eu mesma quem diz
aquele discurso de que tudo vai ficar bem.
No começo nem acreditando nele.
Então junto o choro de cada um
por você e uno ao meu então, sinto a dor pingar por mim.
Cada vez mais pesada.
Num canto qualquer, sem olhar
algum.
O que não dura muito porque além
de silenciosa tenho que ser sucinta.
E pronta para segurar na mão de
quem precise.
Capaz de ver todos em pranto, mas continuar firme.
E sem mostrar meu lamento ao
mundo.
Às vezes tento ser prática e convencer
a mim mesma de que tudo vai dar certo, mesmo a vida estando uma bagunça.
Porque para tudo há uma saída,
não é mesmo?
Não...
Porque essa teoria e esse fingimento
não significam nada sem você aqui.
Onde você está para eu fazer do
seu dia um inferno e você tornar o meu um paraíso?
Gabi Oli 11.02.2013
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