terça-feira, 16 de abril de 2013

Motivação


Onde você foi?
Onde está o que os outros chamam de arte.
E eu chamo de inspiração.
As palavras sumiram.
Nada mais importa a ponto de me fazer escrever.
Não acontece nada, bom ou ruim.
A vida é monótona agora.
Depois de um furacão sempre tem a hora da calmaria.
Até outra bomba ser jogada em minha direção.
A partir daí saberei exatamente o que escrever.
Passarei dias e dias com as palavras, que um dia me faltaram, jorrando pelos meus dedos até encontrar o papel.
Papel... Doce folha branca que aceita minhas lágrimas e a tinta da caneta marcada por mim.
Com aquela raiva só minha.
A muito não tenho uma alegria para escrever, uma que realmente valha a pena.
A qual eu choraria também, mas não de tristeza.
Derramaria lágrimas por algo que realmente valesse cada esforço.
Deixaria cair por alguém que talvez me amasse.
Nunca tive a pretensão de achar que alguém me amaria de verdade.
Gostaria de ver esse dia.
Acho que no instante em que eu percebesse pegaria a primeira folha não escrita e começaria a desenhar letras.
Essas se transformariam em palavras, versos, estrofes...
E assim, nunca parariam.
Porque no momento em que eu tivesse certeza que alguém me amasse a ponto de mostrar isso para mim.
No instante que eu visse a verdade nos olhos dele.
Nunca mais me faltará inspiração, as palavras nunca irão.
Elas ficarão comigo.
Enquanto ele ficar.

Gabi Oli 15.04.2013

domingo, 7 de abril de 2013

Nem eu sei de onde isso saiu, só sei que foi assim...


Eu deveria ter escrito a mais tempo, mas... Eu nunca soube o que escrever. Na verdade é tanta coisa passando à minha mente em um único segundo que me perco assim, de repente.
Eu deveria ter lhe pedido desculpas? Mas... Desculpas pelo que? Bom, eu não sei. O que sei é que sempre que tento lhe dizer algo, as palavras saem distorcidas sem querer. Não fui capaz de dizer-te "Eu te amo", mas se tivesse dito... O que teria acontecido?
Tenho medo de fazer-te essas perguntas.
Tenho mais medo ainda das respostas dirigidas a elas. Será que eu poderia, de certo, dizer que isso é amor?
De certo seria inconveniência de minha parte dizer-te tais palavras. É estranho... E mais estranho ainda eu escrever isso. Posso dizer que esforço-me, mas esforço não me é o bastante, já que as lágrimas sempre sobressaem ao meu sorriso quando aqui estou eu, escrevendo.
Poderia jogar toda a culpa em meu viver, mas prefiro poupar as forças e as esperanças que me restam de apenas sobreviver por mais um tempo quando na verdade só a ti lhe desejo, querida morte. Seria mentira se dissesse que não a temo, mas a temê-la talvez seja melhor que ignorá-la, pois acredito que a dor ainda possa diminuir.
Mas as tuas palavras sempre me ferem e mesmo assim não a deixo vagar sozinha por essa estrada perigosa e desafiadora em que os humanos se aventuram e a conhecem como: vida.
Prometi a mim mesma que tentaria melhorar para que sua decepção diminuísse, mas tudo que vejo são lágrimas em seus olhos, o que me faz derramá-las também em meu leito de sono.
Seria mais inconveniente de minha parte se eu lhe dissesse que isso já não me faz mais sentido? Perdoe-me caso eu tenha confundido sua mente com tais palavras, é que... A minha confusão se faz presente e seu objetivo, agora, é prender tua atenção nelas escritas.
Isso certamente não é um texto de amor, eu lhe diria que são lamúrias de minhas dores que de tão agitadas se encontram, fazendo-me duvidar de meu próprio eu. Talvez minha mente já não seja tão sã quanto pude pensar que era um dia.
Deve estar se perguntando o por que deste texto sem sentido algum, mas caso ainda não tenha se perguntado... Acho que só há uma resposta, se não me equivoco, claro.
Pois sim, meu ser obrigou-me a escrever e a culpa disso tudo é inteiramente dele. Já não me encontro em estado original ao que fui modificada durante estes longos dezessete anos no mundo dos humanos.
Outro dia mesmo perguntaram-me o que acontecia comigo. Acreditarias em mim se lhe respondesse que nada mais que apenas o simples fato de saber que também vivo, como tantos outros, afeta-me drasticamente?
Pois acho que já não sou digna de sua atenção, caro leitor, pois a cada linha que visitaste, uma nova confusão também é feita em teu ser. Com toda razão há de me culpar por isso, e, com minhas sinceras desculpas que restam em algum canto de meu coração frágil e sangrento, sendo desferido de minhas emoções, deixo-lhes a par de minha eterna loucura.
Caso tenhas compreendido esta insanidade que me habita, tens um bom entender e com toda certeza deixo toda minha alegria por aqui, presa, para que não se perca neste mundo, mas... É necessário que se faça presente o medo e as lágrimas, os que me mostram que estou viva, e a coragem que me ajuda a manter as esperanças de lhe dizer... Obrigado!
Assinado,
Sentimentos de uma pessoa quase sã.

~The  End~

Esse texto foi feito por uma amiga (a Isa!) a qual me ajudou a começar a escrever... (Obrigada Isaaa :D ) O blog dela tem ótimos textos! Dêem uma olhada, acho que vão gostar. Beijos!  
  
Gabi Oli  07.04.2013


Conto ou realidade?


Como é amar?
Simplesmente amar...
Não sei.
Só sei cair na paixão.
Pensar e falar em alguém a cada minuto.
Não se importar com o amanhã.
Sonhar e viver.
E o melhor, sentir.
Estar ao lado de quem se ama.
Chorar e sorrir.
Gargalhar depois de uma boa piada.
Não sei sentir devagar.
Parece que não é amor, só uma grande amizade.
Uma coisa que sentiria por meus irmãos ou até por meus amigos.
Um amor para a vida toda, aquilo que eu sei que vai durar.
Hoje não é isso que eu quero.
Ou até seja, mas esse sentimento não me convence que seria para sempre, pelo menos para alguém que acabei de conhecer.
O que me leva a uma parte mais difícil, a qual eu deixo o amor entrar.
Não o conheço, mas mesmo assim o tenho como um príncipe.
O qual me salvará de qualquer tropeço que possa dar.
Proteger-me e amar-me.
Até depois do feliz para sempre...

Gabi Oli 31.03.2013