Onde você foi?
Onde está o que os outros chamam
de arte.
E eu chamo de inspiração.
As palavras sumiram.
Nada mais importa a ponto de me
fazer escrever.
Não acontece nada, bom ou ruim.
A vida é monótona agora.
Depois de um furacão sempre tem a
hora da calmaria.
Até outra bomba ser jogada em
minha direção.
A partir daí saberei exatamente o
que escrever.
Passarei dias e dias com as
palavras, que um dia me faltaram, jorrando pelos meus dedos até encontrar o
papel.
Papel... Doce folha branca que
aceita minhas lágrimas e a tinta da caneta marcada por mim.
Com aquela raiva só minha.
A muito não tenho uma alegria
para escrever, uma que realmente valha a pena.
A qual eu choraria também, mas
não de tristeza.
Derramaria lágrimas por algo que
realmente valesse cada esforço.
Deixaria cair por alguém que
talvez me amasse.
Nunca tive a pretensão de achar
que alguém me amaria de verdade.
Gostaria de ver esse dia.
Acho que no instante em que eu
percebesse pegaria a primeira folha não escrita e começaria a desenhar letras.
Essas se transformariam em
palavras, versos, estrofes...
E assim, nunca parariam.
Porque no momento em que eu
tivesse certeza que alguém me amasse a ponto de mostrar isso para mim.
No instante que eu visse a
verdade nos olhos dele.
Nunca mais me faltará inspiração,
as palavras nunca irão.
Elas ficarão comigo.
Enquanto ele ficar.
Gabi
Oli 15.04.2013
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