‘Oi, estou
bem, e você?
É a escola
está complicada, mas vou indo.
É eu sei,
também te amo, beijos’
Essa sou eu
treinando para nossa conversa do fim de semana.
Você está um
pouco atrasado, mas não perco a esperança.
Espero e
espero.
Até que
canso e entendo que o dia já acabou.
Que outro
dia acabou.
Mesmo
tentando acreditar que no domingo você estava muito ocupado, mas segunda não
teria desculpa.
Mas ai tudo faz sentido...
Eu já te vi
essa semana, isso quer dizer que minha cota de palavras havia sido encerrada.
Odeio isso!
Quando você
vai perceber que não custa nada uma ligação.
Um e-mail,
uma mensagem...
Que mesmo
nos momentos mais inoportunos ainda é bom saber que você se lembrou de mim.
Bom saber
que eu não preciso te lembrar quem eu sou.
E tentar
fazer de tudo para que me ame, o mínimo que seja.
Porque esse
sentimento bobo é importante quando é vindo de você.
E o que
acaba comigo é o fato de você não se importar em me machucar.
É tão
natural, que nem mais vê minhas feridas.
Queria que
você não me questionasse sempre.
Que não
acreditasse nas minhas mentiras só por ser mais fácil para você, porque não é
para mim!
O que eu
mais quero, uma vez na vida, é que concorde comigo.
Diga o que
eu quero ouvir.
Não se cale
quando eu quero ouvir sua voz.
Desenvolva
um tema que eu gosto de falar, mesmo que ache estúpido , eu já fiz muito isso
por você, não dói tanto, nada que não pudesse fazer por mim também.
Não se cale por horas e horas.
E para de
falar do tempo. O único que me interessa é o que estamos juntos, o calor ou
frio não me importa.
Pensando
bem, nem o nosso tempo junto é tão interessante, são tão escassos que não tem
tanta graça.
Esses dias
são só uma oportunidade de mostrar ao mundo que eu tenho você.
E qual é a
graça?
Só mostrar
pra sociedade, se nem eu mesma vejo você!
Gabi
Oli 28.01.2013
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